Empreendedor

Comunicação, Tecnologia e Inovação

quinta-feira, março 15, 2007

Inovação tecnológica, um axioma no cotidiano atual

Venho refletindo e debatendo com diversos empresários já há algum tempo sobre a influência da tecnologia na inovação. O quão importante é a utilização da tecnologia para poder inovar, seja com novos produtos, modificações em produtos já existentes, novas estratégias empresariais ou táticas de marketing. Partindo da premissa de que toda a empresa que deseja inovar precisa estar ciente da necessidade de se utilizar um meio tecnológico como propulsor de tal mudança, as pessoas precisam encarar a tecnologia como um aliado aos negócios.

Atualmente, a tecnologia da informação está enraizada em praticamente todos os segmentos do mercado, modificando definitivamente a maneira com que as pessoas interagem e as empresas fazem negócios. É instigante imaginar, por exemplo, que o principal mercado concorrente das empresas de aviação é a indústria de telecomunicações, com suas ferramentas de vídeo-conferência e VOIP, já que muitos executivos deixam de viajar pela comodidade que este recurso proporciona. Ainda podemos citar a Internet com suas ferramentas de RSS, blogs, Orkut e My Space. E todos esses aplicativos inovadores ilustram como a tecnologia vem sendo crucial no mundo dos negócios.

Esta revolução cultural que está emergindo em todos os continentes, atesta o quanto o fator tecnológico está presente, e cada vez mais, na vida pessoal e profissional de cada indivíduo. No Brasil, já existem mais telefones celulares do que aparelhos fixos, e essa estatística inexistia há 5 anos. Isso demonstra a rapidez que a inovação tecnológica tem em se sobrepujar aos meios tradicionais.

Informações sobre a inserção tecnológica no mundo dos negócios ratificam que os gestores devem priorizar a adequação de suas estratégias empresariais ao mundo interligado, interdependente e globalizado em que vivemos. Cada vez mais, novos softwares e hardwares destroem criativamente o formato dos negócios, obrigando todos os competidores da indústria a se adaptarem à nova forma de lidar com as mudanças.

Dentro deste cenário, inovações tecnológicas devem ser muito bem vindas. Todos os mecanismos que promoverem mudanças significativas de maneira benéfica ao core business da empresa, devem ser encarados como elementos essenciais a serem incorporados à rotina da organização a fim de promover um choque de criatividade no que tange todos os processos no ambiente corporativo. Neste sentido, vejo a evolução da gestão como capital para a promoção de novos patamares de negócio e a inovação é definitivamente a chave para tal mudança.

* Empresário, Diretor de Planejamento da Fajers e Conselheiro de Políticas Públicas de Juventude do RS

Felipe Silveira Ramos
Englishvox Ensino de Idiomas S/A

Conhecimento epistemológico, fator vital para a administração de micro-empresas

Sempre fui um grande admirador do espírito empreendedor do brasileiro. Sobressai à minha percepção um desejo intrínseco de significativa parcela dos trabalhadores em abandonar a vida de assalariado e se tornar dono do seu próprio negócio. Mesmo que não se saiba ao certo que segmento aderir, por onde e como começar, trata-se de uma questão de autonomia, que no fundo, seria uma pseudo-liberdade. E dados revelam que estes micro e pequenos empresários compõem mais de 90% das organizações no país. Praticamente todos os dias, passo em frente a micro-empresas, todas com apenas alguns funcionários, ou até mesmo nenhum, e com imensas dificuldades em honrar seus custos fixos no final de cada mês. E o que mais me impressiona é que na maioria dos casos, são pessoas que não cursaram o ensino superior, muitas vezes sequer o ensino fundamental, e consequentemente não possuem um conhecimento epistemológico para gerir uma empresa, mas ainda assim sonham em “abrir o próprio negócio”.


Mesmo sem estudos específicos em áreas da administração, vitais para a condução de uma empresa, como finanças, recursos humanos e marketing, uma grande parcela dos micro-empresários conduz seus negócios com uma maestria simétrica, incluindo na “gestão”, elementos empíricos como o de gerenciamento das relações com clientes. Entende-se por isso os famosos cases de CRM que aludem à questão do atendimento personalizado (1-to-1), fator este crucial no ambiente do micro-negócio. Ancorados na premissa da intuição e de seus históricos como empreendedores, os micro-empresários muitas vezes, considerando o cenário empresarial não favorável, são a exceção com suas maneiras genuínas de se conduzir negócios.


Contudo, feeling não garante um resultado operacional positivo. E neste sentido, critico duramente os órgãos estatais brasileiros responsáveis pelo empreendedorismo por sua atitude omissa frente às micro-empresas. O cidadão sem qualificação técnica acaba tendo enormes dificuldades em abrir um negócio. Não me refiro somente aos desafios financeiros, mas também com relação à obtenção de conhecimentos administrativos para o ideal funcionamento de um empreendimento. Os órgãos qualificados para tal função não foram criados para auxiliar este tipo de empreendedor, ou se foram, não demonstram através de suas políticas, real interesse neste porte de empresário. E isso vai desde o acesso a informações até as tarifas cobradas para serviços de consultoria na abertura e na condução de empresas, o que torna as entidades estatais de fomento ao empreendedorismo, inacessíveis para a maioria das pessoas que desejam abrir o seu negócio.


Desta forma, é mister atentar para a atual conjuntura, observando todos os elementos que englobam o meio empreendedor, uma vez que, os micro e pequenos empresários representam 20% do PIB brasileiro. Hoje há no país, 3.8 milhões de empresas nestes segmentos, o que reforça ainda mais a necessidade de se incluir políticas que facilitem o desenvolvimento de micro-negócios, proporcionando assim menos intuição e mais embasamento epistemológico aos seus administradores.


Felipe Silveira Ramos
Englishvox Ensino de Idiomas S/A

Alavancagem financeira em start-ups

Empreender vem sendo uma atividade cada vez mais constante no país. Entretanto, um dos grandes desafios destes empreendedores é com relação a angariação de fundos para conceder sustentabilidade ao negócio e uma conseqüente alavancagem financeira. Neste artigo, falarei sobre uma alternativa que vem sendo adotada com maior freqüência no Brasil, no sentido de se buscar aportes de capital para novas empresas.

Uma breve análise do mercado financeiro no país constata que praticamente inexistem entidades privadas de fomento ao empreendedorismo que invistam significativamente em empresas iniciantes, conhecidas como start-ups. O investimento em start-ups é muito comum em países desenvolvidos, principalmente no mercado norte-americano. A Sequoia Capital, empresa americana de investimento especializada em aportar capital em novas empresas com grande potencial de alavancagem de negócios, e tendo em seu histórico investimentos realizados em duas start-ups que hoje são símbolos do feroz capitalismo norte-americano (Google e You-tube), é prova factual de que este tipo de negócio é muito benéfico para mercado como um todo, pois ao analisar uma genuína oportunidade de negócio, o fundo aporta, de acordo com um detalhado plano de negócios, uma quantia monetária a fim possibilitar que a empresa tenha uma alavancagem em suas atividades e ofereça aos seus investidores, um retorno no investimento atraente.

Em se tratando de Brasil, a dificuldade de se obter injeção de capital quando o destino do aporte são empresas iniciantes, faz com que os nossos empreendedores busquem formas “caseiras” de subsidiar os seus negócios. A procura por pessoas físicas, denominadas business angels, provenientes quase que na maioria das vezes da rede de relacionamento dos empreendedores, é uma alternativa inteligente adotada por uma grande parcela dos empresários quando necessitam de capital para alavancar os seus negócios. A busca de angels dá-se, primeiramente, por uma análise da rede de relacionamento dos empresários. Pais, primos, tios, amigos, parentes de amigos dentre outros “parentescos” são alvos potenciais. Desta forma, através de um estudo dos contatos diretos e indiretos de cada empreendedor, pode-se elencar quais indivíduos possuem perfil agressivo (que tenham interesse por investimentos de risco) e disponibilidade financeira para tornar-se sócio no negócio.

O segundo passo para a busca de investimentos é o desenvolvimento de um plano de negócios, ou business plan, que deve ser desenvolvido por um consultor de empresas especializado. Este plano é a ferramenta apropriada para apresentar aos investidores potenciais as projeções dos empresários para aquele negócio. Um business plan ideal deve ser composto por um documento escrito, contando com uma descrição detalhada do negócio, do mercado, estratégias empresariais adotadas, e informações financeiras do projeto. Concomitante com este documento, o plano de negócios deverá apresentar uma parte com planilhas eletrônicas onde serão apresentadas as projeções de receitas, investimentos, orçamentos, usos e fontes, impostos, depreciação, fluxo de caixa e demonstrativo de resultados (DRE). A quantidade de anos a serem projetados varia de acordo com o segmento de atuação da empresa. Normalmente, utiliza-se a quantidade de 3 a 5 anos. Ao final do desenvolvimento das planilhas, o business plan deverá apresentar o retorno no investimento oferecido (ROI), o valor patrimonial líquido da empresa (VPL), o tempo de retorno do investimento (payback) e o ponto de equilíbrio do negócio. Estes indicadores são fundamentais para a eficácia na busca de investidores no mercado, pois são os indícios que evidenciam uma excelente oportunidade de negócio.
Cumpridas as duas etapas supracitadas, a vontade e a perseverança dos empreendedores em buscar o investimento são os fatores que mais terão influência no resultado da operação. Acreditar no projeto e em suas projeções é fundamental para que se consiga convencer pessoas em suas posições de conforto, de que, apostar neste plano de negócios é uma excelente idéia e será um excepcional investimento.

Felipe Silveira Ramos

Englishvox Ensino de Idiomas S/A

A Gestão Pública em Choque

As micro e pequenas empresas no país representam 99,2% do número de organizações em atividade no Brasil. Este dado evidencia a necessidade do estado e de seus governantes em assegurar que o ambiente de negócios seja o mais propício à geração de trabalho e renda. Entretanto, a carga tributária, que ronda os 36% do PIB e que arrebata a posição de mais elevada do planeta, dificulta toda e qualquer atividade empresarial de se desenvolver com crescimento vigoroso e sustentável.

Como se não bastasse a elevada carga tributária, o Brasil sofre gravemente de obscuridade administrativa somado ainda a uma aparente e imbatível teia de corrupção. Esses fatores afetam diretamente a credibilidade do governo frente à população e a mercados externos, o que diminui o crédito a recursos internacionais. Desta forma, como se sobrepujar frente a estas adversidades? Esta, certamente é uma das principais questões levantadas por empresários em todo o país.

Ainda, frente às deficiências governamentais brasileiras concernentes ao mercado empresarial, a capacidade que uma parcela dos empreendedores brasileiros possui em projetar seus negócios, criando vantagens competitivas sustentáveis, potencializando oportunidades e minimizando ameaças de mercado, é vista como um ato de gestão heróica. E esta habilidade tornou-se fundamental para o sucesso do empresariado nacional. Nesta perspectiva, pode-se dizer que o Brasil é um grande celeiro exportador de talentos administrativos.

Assim, a inegável propriedade de gestão de empresas brasileiras põe em choque toda eficácia do setor público. Então, o que será preciso para promover uma mudança definitiva de formato e atitude da gestão pública? Este é o maior desafio a ser enfrentado para que se consiga instituir mudanças estruturais no governo que promovam o verdadeiro alinhamento dos interesses entre o setor público e privado.

* Empresário, Diretor de Planejamento da Fajers e Conselheiro de Políticas Públicas de Juventude do RS
Felipe Silveira Ramos
Englishvox Ensino de Idiomas S/A

terça-feira, junho 20, 2006

Empreendedorismo e Criação de Empresas


OBJECTIVOS

A 4ª edição da conferência sobre empreendedorismo e Criação de Empresas dará ênfase aos seguintes temas:
• O papel das universidades e do capital de risco na promoção de novos negócios;
• A dimensão social do empreendedorismo.

Esta conferência analisa assim as formas de ultrapassar as barreiras à criação de novos projectos, numa perspectiva pragmática, e aponta possíveis soluções no contexto nacional.

O AUDAX e o INDEG/ISCTE associam ao evento parceiros e oradores provenientes do mundo financeiro, empresarial e académico, com uma vasta experiência e know-how acumulados neste domínio. À semelhança dos anos anteriores, serão apresentados publicamente projectos de start-up’s oriundos da Pós-Graduação em Empreendedorismo e Criação de Empresas do INDEG/ISCTE a um conjunto investidores, financiadores e consultores especializados, com o objectivo de serem detectadas as suas fragilidades e competências distintivas, e assim facilitar o desenvolvimento do processo empreendedor naqueles casos reais.

Com a realização desta iniciativa, pretende-se assim contribuir para a promoção da cultura do empreendedorismo em Portugal, visando estimular a predisposição para “empreender” e contrariar comportamentos de aversão ao risco.

Os destinatários da conferência são essencialmente quadros dirigentes de empresas, alunos e docentes e responsáveis por entidades especializadas de apoio a empreendedores (incubadoras, sociedades de capital de risco, instituições públicas de apoio ao empreendedorismo).


GUEST SPEAKER

Alistair Andersen
Professor of Aberdeen Business Scool
Director of Charles P. Skene Centre for Entrepreneurship

O seu trabalho de investigação tem sido focado no Empreendorismo, sendo autor e coautor de vários livros e artigos científicos dedicados aos seguintes temas: social aspects of entrepreneurship, rural small business, relating change to enterprise, strategy and planning in SMEs.


PROGRAMA

9h30 Sessão de Abertura
Luis Reto – Presidente do ISCTE
João Costa Pinto – Presidente da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo
Carlos Monjardino – Presidente Banco Português de Gestão*

10h00 O papel do capital de risco no financiamento de projectos inovadores
Moderador: Jorge Baião – Administrador da CA Consult
Manuel Gregório Castro – Ponto & Fresco, SA
Helena Vieira – Bioalvo, SA
António Gaspar - IAPMEI

11h00 Coffee Break

11h15 Mesa redonda:
O ensino superior como agente dinamizador do empreendedorismo
Moderador: António Albuquerque, Assessor de Direcção da CCP
José Paulo Esperança – ISCTE
Nuno Guimarães – FCUL
Mário Raposo – UBI
António Cruz Serra – IST
João Pinto Ferreira – Un. Porto/FEUP
Nuno Mangas – Politécnico de Leiria
José Alberto Ferreira – Politécnico de Viseu
Pedro Dominguinhos – Politécnico de Setúbal
Fernando Gaspar – Politécnico de Santarém
Teresa Paiva – Politécnico da Guarda
Carlos Duarte – Politécnico de Tomar
Luís Andrade* – Politécnico de Castelo Branco

13h00 Almoço

14h30 Apresentação de 7 projectos inovadores da Pós-graduação em
Empreendedorismo e Criação de Empresas
Moderador: Rui Ferreira – Director Executivo da Pós-graduação
Júri: João Vicente Ribeiro – PME - Investimentos
Luís Todo Bom – ISCTE
José Carrilho Caixa-Capital
Paulo Matreno – CA-Consult
João Pereira – PME-Capital

16h30 Coffee Break

16h 45 Palestra
“Entrepreneurial social capital”
Alistair Anderson – Professor of Charles P. Skene Centre for Entrepreneurship
Comentários:
Mário Negrão – Membro da Direcção da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo
Dana Redford - ISCTE, Redforrd Research International

17h 30 Sessão de Encerramento/Entrega de Prémio Inovação
Víctor Roldão - Presidente do Departamento de Gestão do ISCTE
João Vicente Ribeiro – Presidente da PME - Investimentos

* a confirmar

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

IAPMEI - Modcom

O Sistema de Incentivos à Modernização do Comércio foi apresentado publicamente em Braga na presença do Ministro da Economia e da Inovação no passado dia 7 de Janeiro.


O que é o Modcom?

O Modcom é um sistema de incentivo que visa a modernização e a revitalização da actividade comercial, em especial, em centros de comércio com predomínio do comércio independente de proximidade, em zonas urbanas ou rurais, bem como a promoção de acções dirigidas ao comércio.


Sector de Actividade?

Comércio


Beneficiários?

Acções A e B - Micro e pequenas empresas do comércio, independente da sua forma jurídica, cuja actividade se insira nas CAE 50, 51 e 52 (Rev.2.1 - 2003), sem prejuízo de determinação de âmbito mais restrito nos despachos de abertura de cada fase.

Acção C - Estruturas associativas do sector do comércio, classificadas na CAE 91110 ou equiparada (Rev.2.1 - 2003).


Tipologia de Projectos:

Acção A - Projectos empresariais autónomos de pequena dimensão que visem aumentar a competitividade empresarial e demonstrem satisfazer adequadamente os objectivos definidos.

Acção B - Projectos empresariais integrados, que através de actuações articuladas promovam objectivos comuns geradores de dimensão crítica adequada, ou que, pela sua exemplaridade, sejam susceptíveis de fácil multiplicação, promovendo a dinamização e a modernização empresarial.

Acção C - Projectos de promoção comercial dos centros urbanos, através de acções de animação, dinamização e divulgação.


Despesas Elegíveis:


Projectos Empresariais Autónomos e Integrados - Acções A e B:

-Obras de remodelação da fachada ou do interior do estabelecimento;
-Aquisição ou alteração de toldos e reclamos exteriores;
-Aquisição de equipamentos de exposição, informáticos e outros;
-Acções de marketing no ponto de venda;
-Elaboração de estudos, diagnósticos, projectos de arquitectura, engenharia, design e processo de candidatura;
-Aquisição e registo de marcas e insígnias, contrapartidas de agência, de concessão comercial ou franquias;
-Intervenção do TOC ou ROC.


Projectos de Promoção Comercial - Acção C:

-Concepção e divulgação de imagem, criação de logótipo, mascote e acompanhamento das acções;
-Suportes promocionais;
-Produção de roteiros e pequenos catálogos, panfletos ou suportes de divulgação e promoção comercial;
-Publicidade nos media, outdoors, muppies, mailings, folhetos e brochuras;
-Contratação de animadores;
-Despesas com aluguer de equipamento;
-Intervenção do TOC ou ROC.


Incentivo

Projectos Empresariais Autónomos e Integrados - Acções A e B:

O apoio financeiro a conceder reveste a natureza de incentivo não reembolsável correspondente a 35% ou 40% das despesas elegíveis, com um máximo de 35 000 euros ou 40 000 euros por projecto, se enquadrado na Acção A ou na Acção B, respectivamente.


Projectos de Promoção Comercial - Acção C:

O apoio financeiro a conceder reveste a natureza de incentivo não reembolsável correspondente a 60% das despesas elegíveis, com um máximo de 60 000 euros por projecto.


Data de candidaturas

Fase de Candidatura aberta de 9 de Janeiro a 14 de Março de 2006.

Paula Graça

IAPMEI - FINICIA

Foi apresentado no passado dia 30 de Janeiro, no Tagus Park um novo programa destinado às PME - Pequenas e Médias Empresas com a designação FINICIA.


O que é o FINICIA?

É um programa gerido pelo IAPMEI que pretende promover o alargamento da base de acesso a capital e ao crédito, através do estabelecimento de parcerias público-privadas, proporcionando a empresas de pequena dimensão recursos essenciais ao desenvolvimento da actividade nas fases iniciais do seu ciclo de vida.


Principais Objectivos:

- Facilitar o financiamento de negócios emergentes e empresas de pequena dimensão;
- Desenvolver o sector informal de capital de risco, incentivando as redes de agentes de empreendedorismo;
- Favorecer dinâmicas de empreendedorismo e inovação;
- Contribuir para a fluidez na transferência de conhecimento dos centros de saber para as PME;
- Participar em acções de consolidação da estrutura empresarial de base local.


Eixos de intervenção:

Eixo 1 - Projectos de forte conteúdo de inovação
Eixo 2 - Negócios emergentes de pequena escala
Eixo 3 - Iniciativas empresariais de interesse regional



Eixo 1 - Projectos de forte conteúdo de inovação

Descrição:

Este mecanismo pretende apoiar projectos empresariais com elevada componente de inovação, não sendo apenas destinado a projectos de base tecnológica, e a quem seja atribuído o Estatuto IAPMEI INOVAÇÂO;

Este estatuto de IAPMEI INOVAÇÂO decorre de uma classificação atribuída pelo próprio IAPMEI a partir de um processo de avaliação próprio (Bolsa de Ideias e Meios, Programa Dínamo e outros) ou mediante o reconhecimento de estatutos conferidos por entidades terceiras, como é o caso da ADI / Estatuto NEST;

Consiste num instrumento combinado de capital e dívida, para financiamento de investimentos ate 2,5 milhões de euros.


Configuração da iniciativa:

Capital Próprio:

Os promotores, directamente ou através de outras entidades (incubadoras, universidades e business angels) devem assumirem 15% do investimento, sob a forma de capital próprio;

Os operadores de Capital de Risco que venham a participar no projecto podem assegurar os restantes 85% do capital próprio necessário, tendo a possibilidade de partilhar o risco com o FSCR (Fundo de Sindicação de Capital de Risco);


Capital Alheio:

Os projectos que terão que recorrer ainda a empréstimos bancários, terão a possibilidade de o fazer através de uma Sociedade de Garantia Mútua (SGM) que prestará garantias até um máximo de 75% do valor do financiamento bancário.


Condições de acesso:

Os promotores do projecto tem que obter o envolvimento de uma Sociedade de Capital de Risco, protocolada com o FSCR e de uma Instituição bancária, caso o projecto contemple, igualmente, o financiamento com capital alheio;

Necessidade de obtenção de uma declaração que certifique o carácter inovador do projecto que é emitida pelo IAPMEI ou pela ADI (necessidade de apresentar essa declaração junto das Sociedades de Capital de Risco e as Sociedades de Garantia Mútua);

Os projectos que integrem financiamento, deverão assegurar que os financiamentos têm maturidade superior a 3 anos e que não ultrapassem 30% do valor do investimento.


Eixo 2 - Negócios emergentes de Pequena Escala


Descrição:


Instrumento orientado para o financiamento de investimentos associados ao arranque de empresas;

Pretende facilitar a concretização de ideias seleccionadas no âmbito de iniciativas de fomento ao espírito empreendedor, em particular as oriundas do meio académico;

Este mecanismo visa assegurar o financiamento de pequenos projectos de investimento, através de uma estrutura adequada de financiamento por capital próprio e por capital alheio;

A vertente de intervenção de capital próprio, pretende colmatar a falha de mercado de financiamento de projectos na fase de Early Stage, bem como desenvolver um sistema de Capital de Risco Não Institucional, com o envolvimento activo de vários parceiros;

A vertente de intervenção de capital alheio visa a criação do Micro Crédito Empresarial que tem um valor máximo de intervenção de 25 mil euros;


Configuração da iniciativa:

Iniciativa projectada para projectos de investimento até 50 mil euros;

Caso o investimento seja superior a 50 mil euros, os promotores directamente ou
através de investidores (incubadoras, universidades e business angels) com eles relacionados devem mobilizar o restante financiamento;

Não são enquadrados projectos de investimento global superior a 100 mil euros;


Capital Próprio:

Os promotores, directamente ou através de outras entidades (incubadoras, universidades e business angels) devem assumirem 10% do investimento, sob a forma de capital próprio;

Os restantes 90% serão assegurados por um Fundo de Capital de Risco (participado pelo FSCR) especificamente criado para o efeito e pela PME Capital;


Capital Alheio:

O financiamento via capital alheio está assente na criação de um instrumento de crédito de Médio / Longo prazo (prazo superior a 3 anos) para financiar investimentos de micro empresas que assenta num financiamento bancário suportado por garantia mútua;

Este financiamento está limitado a um valor de 25 mil euros;

A SGM presta garantias até um máximo de 75% do valor do financiamento;


Condições de acesso:


As ideias de negócio ou projectos deverão ser apresentados à BIM - Bolsa de Ideias e Meios (iniciativa promovida pelo IAPMEI) ou a Entidades Dinamizadoras que estejam protocoladas com a PME Capital (outra outro operador de Capital de Risco);

Necessidade de apresentação de um Plano de Negócios que comprove a viabilidade económico-financeira das ideias de negócio ou pequenos projectos (NOTA: As ideias seleccionadas que se candidatem à BIM do IAPMEI que não tenham ainda um Plano de Negócios estruturado poderão vir a beneficiar de uma comparticipação ate 5 mil euros para suportar os custos da sua elaboração);

O plano de negócios deverá ser avaliado favoravelmente pela Entidade Dinamizadora que participara no processo de decisão sobre a concessão do financiamento;

Utilização exclusiva de capital próprio para financiamento do arranque do projecto;

O promotor, em articulação com a Entidade Dinamizadora, deverá indicar a entidade responsável pelo acompanhamento que o deverá apoiar na componente de gestão do negócio;

Caso seja necessário recorrer ao micro crédito os promotores deverão dirigir-se directamente a uma instituição de crédito ou a uma Sociedade de Garantia Mútua para apresentarem o seu pedido de financiamento.


Eixo 3 - Iniciativas Empresariais de Interesse Regional


Descrição:


Instrumento que visa proporcionar mecanismos de financiamento que respondam às necessidades de investimento de um segmento de empresas de dimensão reduzida e com actividade essencialmente de âmbito local;

Assenta na mobilização de capitais alheios exigíveis a médio e longo prazo suportados por Garantia Mútua;


Configuração da iniciativa:

Iniciativa projectada para projectos de investimento até 45 mil euros;

Participação de uma câmara Municipal ou de outra entidade de relevante intervenção regional que poderá assegurar o financiamento de 20% do investimento a uma taxa de juro nula. (NOTA: Esta intervenção poderá eventualmente ser traduzida em financiamento não reembolsável);

Os restantes 80% do financiamento será assegurado por uma Instituição de Crédito a taxa de juro protocolada;

Possibilidade de prestação de garantias por uma SGM até 75% do montante de empréstimo prestado pela Instituição de Crédito;


Condições de acesso:

Apresentação ao IAPMEI de um protocolo entre, pelo menos, um agente publico de desenvolvimento regional e uma Instituição de Crédito;

Criação de um fórum de decisão local, para a concessão do financiamento em que se inclua o Gabinete de Empresa local do IAPMEI, Sociedade de Garantia Mútua;

A decisão de financiamento tem que ser tomada por unanimidade dos presentes do fórum de decisão local;


Paula Graça

PRIME

SIPIE - Sistema de Incentivo a Pequenas Iniciativas Empresariais

Foi publicado hoje o Despacho n.º 2792-A/2006 que determina a abertura do período de candidaturas ao SIPIE por um período de 45 dias úteis contados a partir da data de entrada em vigor do despacho (7 de Fevereiro a 10 de Abril).


SIED - Sistema de Incentivos à Economia Digital

Foi publicado hoje o Despacho n.º 2792-C/2006 que determina a abertura do período de candidaturas ao SIED por um período de 45 dias úteis contados a partir da data de entrada em vigo do despacho (7 de Fevereiro a 10 de Abril).


SIME Internacional - Sistema de Incentivos à Modernização Empresarial - Desenvolvimento Internacional

Foi publicado hoje o Despacho n.º 2792-B/2006 que determina a abertura do período de candidaturas ao SIME Internacional por um período de 45 dias úteis contados a partir da data de entrada em vigo do despacho (7 de Fevereiro a 10 de Abril).


SIME I&DT - Sistema de Incentivos à Modernização Empresarial - I&DT

Candidaturas em contínuo, abertas desde 29 de Janeiro.


SIVETUR

Fase para Lisboa e Vale do Tejo - de 3 de Dezembro de 2005 a 2 de Março de 2006.


Paula Graça

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Concurso "CRIA A TUA EMPRESA"





Este concurso foi lançado pela Oficina da Inovação e enquadra-se na sua estratégia de promoção e divulgação do Empreendedorismo. O Concurso tem como principal objectivo dinamizar o espírito empreendedor e premiar a melhor Ideia para a criação de uma empresa na região do Minho e que contenha um carácter inovador. "Cria a Tua Empresa" é dirigido a todas as pessoas que tenham uma ideia/projecto inovador e exequível e que queiram desenvolver as suas próprias actividades empresariais. Para concorrer basta preencher a Ficha de Inscrição que vai em anexo, juntar o Curriculum Vitae e, se possível, um dossier onde desenvolva de uma forma mais detalhada a ideia apresentada (este último é opcional). A candidatura deve se formalizada directamente nas instalações da Oficina da Inovação ou remetido por correio ou por fax. A data limite para a entrega das candidaturas é o dia 21 de Fevereiro de 2006 e a apresentação dos resultados será aproximadamente um mês após o fecho do concurso. O vencedor será contactado directamente pela Oficina da Inovação e receberá como prémio um computador portátil e um vale de consultoria para estudos especializados relacionado com o projecto apresentado. Para qualquer esclarecimento contactar:

Celso Brum - Oficina da Inovação
Tel: 253204040
Fax: 253204049
Telemóvel: 962142410
cb@oficinadainovacao.pt


Para mais informações, clique no link e aceda ao documento integral- versão pdf


Carlos Fujão

terça-feira, janeiro 17, 2006

Consumidores ditam mudanças

Nos próximos cinco anos, os produtos frescos, fáceis de preparar ou prontos a cozinhar, vão conhecer uma nova dinâmica no mercado alimentar, de acordo com um estudo da consultora Cap Gemini. Assim, a Grande Distribuição vai apostar cada vez mais nas marcas próprias e na qualidade e segurança alimentar, para responder às crescentes exigências do consumidor final. As grandes marcas, essas, vão estender-se a novas categorias de produto, assim como adicionar submarcas às actuais.

Pode ser uma autêntica revolução na cadeia alimentar. Um estudo da prestigiada consultora Cap Gemini Ernest & Young, intitulado "State of the Art in Food", traça os novos desafios, a curto prazo, que produtores e distribuidores terão de enfrentar para fazerem face às novas exigências dos consumidores, nomeadamente em termos de saúde, segurança e qualidade alimentar. Os produtos frescos e regionais vão ter maior protagonismo nas grandes superfícies e os alimentos prontos a cozinhar, sinal dos tempos modernos, conquistam espaço e ditam regras nas prateleiras.

O canal Tradicional enfrenta o desafio dos novos formatos de distribuição alimentar. Despesas elevadas, baixo e limitado número de produtos frescos e lucros reduzidos, estão a tornar difícil a subsistência das lojas, sobretudo as mais pequenas. Para sobreviverem, terão de adoptar uma nova linguagem mais próxima do consumidor e que assenta em valores como verdade, respeito e dignidade, sugere o estudo.

Com o objectivo de ultrapassar a tendência que aponta o modelo como esgotado, alguns mercados, como é exemplo a estratégia americana já em curso, aumentam e modernizam a área de venda dos supermercados, com vista à inclusão de novos produtos e serviços. Desta forma, «espera-se que num futuro próximo operem quatro ou cinco grandes empresas de distribuição alimentar à escala mundial, assim como dez indústrias de produção alimentar que vão apostar em 25 marcas fortes nas várias categorias de bens de consumo de grande rotação». O estudo vai ainda mais longe: estas marcas, segundo o documento, vão deter a posição de liderança em mais de 100 países.

O poder da área do retalho vai revelar-se com especial evidência nas categorias de alimentos frescos e congelados. A Grande Distribuição deve apostar em força na monitorização do processo de produção por parte de especialistas, sendo que qualidade e segurança vão constituir as palavras de ordem no mercado alimentar dos próximos anos. Como consequência, esperam-se alterações significativas na cadeia de abastecimento alimentar em todo o mundo. Wal-Mart, Tesco, Carrefour, Safeway USA, Safeway Reino Unido (R- U), Delhazise, Royal Ahold, Aldi, Lidl e Kroger, companhia que ainda não opera no mercado internacional, são algumas das empresas com posições de destaque no novo mercado que se avizinha. No entanto, este conceito de inovação vai abraçar também operadores regionais, como a Wegmans (USA), Superquinn (Irlanda) e Waitrose (RU). A par do "salto" previsto para o retalho alimentar, prevê-se também que as grandes marcas mundiais vão continuar a crescer, sobretudo nos países mais desenvolvidos.

Tendências

Quanto às tendências de consumo, o documento revela que o consumidor vai tornarse cada vez mais exigente e disposto a comprar mais produtos nacionais. Mas é a conveniência que vai ditar as regras, sendo que, muito mais do que variedade, o consumidor procura alimentos embalados em pequenas quantidades, fáceis de preparar ou prontos a comer. São os desejos e necessidades dos consumidores que vão conduzir a cadeia de abastecimento. O estudo aponta algumas tendências que caracterizam os tempos mais próximos: conforto, saúde, variedade, individualidade, divertimento e segurança e qualidade alimentar.

A comunicação dos parceiros de negócio com o consumidor final, assim como o desejo de influência do comportamento do consumidor, são factores que vão sofrer alterações neste novo mercado. Segundo a Cap Gemini Ernest & Young, os distribuidores têm de possuir algumas características especiais: habilidade para se adaptarem apenas a um único formato, direccionados para grupos-alvo bem definidos; poder de compra e quotas de mercado significativas; funcionalidade; habilidade para captar a imaginação do consumidor e, por último, uma estratégia clara e diferenciada.

A iniciativa de uma empresa de produção de carne de porco americana é disso um bom exemplo. A frase "Pork: The other White Meat" faz parte de uma campanha de marketing que alcançou muito sucesso junto dos consumidores.

Justin King, director da área alimentar da Marks & Spencer, garante: «Não acredito que exista uma empresa no Mundo que pretenda outra coisa senão ver que o dinheiro investido é bem canalizado. Ou seja, a melhor forma de usar o dinheiro é gerir um negócio que satisfaça os consumidores».

"Grande distribuição regula cadeia"

Este novo cenário vai desencadear uma batalha pelo poder da cadeia alimentar entre as marcas "gigantes" e as grandes empresas de retalho internacional, «na disputa pela carteira e memória do consumidor». No entanto, a ideia de «cooperação entre estes intervenientes é tida como fundamental para a evolução construtiva do mercado alimentar».

Para a concepção do estudo, foram recolhidos depoimentos de representantes dos grandes intervenientes no sector alimentar - Produção e Distribuição. Grande parte dos produtores inquiridos revelam recear as consequências do aumento de volume de negócios para os distribuidores, alegando que esta situação os força a providenciar descontos extra, assim como perdem privilégios de localização nos lineares. Os retalhistas, por sua vez, defendem que os produtores abusam do poder que alcançaram e que não mostram respeito pela importância do papel dos lojistas.

A grande maioria dos entrevistados acredita ser a Grande Distribuição a regular a cadeia alimentar nos próximos cinco anos. Contudo, este domínio vai ser mais evidente no sector dos alimentos frescos e congelados, onde os retalhistas vão apostar nas marcas próprias. No sector das bebidas, cosméticos, cuidados pessoais e tabaco vão continuar a ser os produtores a deter a maior quota de mercado. Os retalhistas vão gerir de forma mais eficiente o processo de produção, sobretudo em termos de qualidade e segurança. O objectivo é fazer com que o produto final vá de encontro às reais necessidades do consumidor. A fidelização do consumidor e a inovação na imagem das lojas vão também constituir preocupações constantes.

Atentos as novas realidades, os produtores estão a reunir esforços no sentido de influenciar o estilo de vida do consumidor. Este fenómeno vai manter-se no futuro, implicando um investimento avultado para sensibilizar a consciência dos consumidores para a importância da saúde. Assim, prevê-se que as grandes marcas vão estender-se a novas categorias de produtos, assim como adicionar submarcas à actual panóplia de produtos. Os produtores acreditam que a única forma de balancear o crescimento da Grande Distribuição passa por aperfeiçoar o sistema de inovação e acompanhar as evoluções tecnológicas. Contudo, alerta o estudo da consultora, isto implica um investimento duplamente superior ao orçamento corrente. Assim, os produtores preferem usar o "know-how" como vantagem competitiva, a inserir marcas privadas no portfólio.

O estudo da Cap Gemini Ernest & Young foi desenvolvido com base em inquéritos junto de 10 mil consumidores americanos e 6 mil europeus e sucede a outro documento realizado em 1999, que visava apenas o mercado alemão, e dois anos mais tarde alargado ao resto da Europa, Estados Unidos e Ásia/Pacífico.

Pedro Malhadas

Fonte: Hipersuper

terça-feira, dezembro 13, 2005

A importância de uma boa Análise Estratégica

Apesar do que se poderá pensar, a análise estratégica do mercado tem grande importância para o futuro de um projecto e constitui um dos pilares fundamentais para que o empreededorismo seja realmente empreendedorismo, ou seja, para que se crie realmente valor e não sejamos apenas mais um a fazer o mesmo! Para além disso, pelo nível de conhecimento resultante e pela consequente confiança que traz, é também uma das fases essenciais para que o empreendedor se torne realmente num empreendedor, ou seja, em alguém com iniciativa, conhecimento e determinação para fazer acontecer!

A análise estratégica deverá ser mais do que apenas uma fase. Deverá ser uma fonte privilegiada de: Oportunidades (lacunas, necessidades, problemas, ...); Potencial de mercado; Ideias e inspirações; "Best e Worst practices"; "Know-how" específico (tão importante não só para a "gestão" futura do projecto mas também quando procura "vender" o projecto e conseguir financiamento); Etc...

Já vem dos livros, mas nunca é demais falar das três linhas de actuação chave para uma boa análise:
1. Ser exaustivo na pesquisa mas sintético na sistematização em clusters e conclusões, pois de nada nos vale muita informação se não formos capazes de concluir quais os Factores Críticos de Sucesso do mercado, de agrupar os concorrentes por tipos e por padrões de comportamento e de prever futuras evoluções.

2. Analisar e Pensar "Verticalmente", ou seja, analisar e descrever detalhadamente: categoria em que nos inserimos (quais os mercados que concorrem pela mesma necessidade?qual o custo de oportunidade para o meu cliente?), "targets" e suas necessidades (quais são os vários tipos de publico-alvo que existem? que necessidades não estão a ser satisfeitas ou bem satisfeitas? que target não está a ser atacado?), segmentos específicos (quais são os segmentos existentes nesta categoria?que características têm?) e concorrentes/produtos existentes (quem já está no mercado e o que oferece?).

3. Analisar e Pensar "Lateralmente" ou seja, procurando noutros mercados e categorias, inspirações diferentes para quebrar regras no mercado em que o projecto se insere (podemos inovar e mudar o modelo do nosso projecto reestruturando-o através da utilização de necessidades, utilizações, situações, atributos,... diferentes?).

Mas uma boa análise, só o é, se tiver consequências para o conceito de negócio e para a essência do projecto. Para inspiração destas reflexões recomendam-se também três grandes focos de atenção para retirar da análise as consequências mais úteis para os projectos:

1.Dada a hiper-fragmentação e atomização dos mercados de hoje, não ser diferente faz com que sejamos não mais uma empresa mas sim uma empresa a mais. O desafio é pois, "Pensar Diferente" e criar SEMPRE algo novo e diferenciado. Somente inovando e quebrando paradigmas do que existe no mercado e vimos na nossa análise estratégica, é que realmente conseguiremos criar o nosso espaço.

2.Se ainda assim não tivermos nada de substancialmente novo (porque não é fácil criar novas categorias, segmentos, ...), é obrigatório "Fazer Diferente", o que passa obrigatoriamente por repensar conceitos de negócio, actividades a oferecer e ainda modelos de negócio, mesmo que estejamos a falar de mercados e categorias maduros. Afinal, se não aprendermos com as conclusões do que analisámos e formos capazes de introduzir pelo menos novas perspectivas, não estaremos a avançar.

3.Finalmente, tudo o que repensarmos deve ter claramente "FOCO", isto é, que seja "single minded" e não "tudo-para-todos". Depois de uma análise exaustiva podemos ter a tentação de querer acrescentar muita coisa, com a desculpa de estar a acrescentar valor... É preciso pois ter muito cuidado e procurar que o nosso consumidor/cliente saiba identificar o que vendemos e porque devem consumir-nos/preferir-nos. Se possível resumindo-o apenas numa frase ou mesmo numa palavra!


Se uma análise conseguir desbravar parte do "nevoeiro" que o empreendedor depara, podemos dizer que se trata de uma boa análise estratégica, caso contrário, estaremos a fazer um levantamento de concorrência, que o mais provável é deixar-nos na mesma, ou acrescentar ansiedade à nossa longa noite de empreendedores!

Miguel Muñoz Duarte

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Tipos de Incentivos Financeiros


1. SIME - Incentivos à Modernização Empresarial
A taxa bruta a atribuir varia entre os 25% e 30%, podendo ser acrescida de majorações, desde que não ultrapasse os 50% no caso de PME e 45% nos restantes casos. Os promotores, desde que PME, podem beneficiar de garantia ao abrigo e nas condições previstas no Sistema de Garantia Mútua prestada às instituições financeiras até ao valor de 50% dos empréstimos afectos ao financiamento do projecto; co-intervenção do capital de risco.

2. SIME Internacional
É uma das novas medidas. Apoia a prospecção internacional que visem o contacto directo com a procura final. Dá incentivo não reembolsável à taxa de 40%, até ao máximo de 40 mil euros.

3. SIME I&DT
É a nova versão do SIME Inovação. Apoia actividades de investigação industrial / e ou desenvolvimento pré-concorrencial. Tem incentivo não reembolsáveis até ao limite de um milhão de euros. A taxa de incentivo pode chegar aos 75% em actividades de investigação industrial e 50% nos restantes casos. Candidaturas em regime contínuo, acrescidas de concursos específicos para energias renováveis ou têxtil, calçado e vestuário. Os bancos não intervêm no processo de análise.

4. SIPIE
Sistema de incentivos para projectos até 150 mil euros. É reintroduzido o incentivo não reembolsável, correspondente a 30% das despesas elegíveis, com majoração de 5% para projectos em concelhos deprimidos (PRASD), tal como para jovens empresários ou para trabalhadores oriundos de empresas em reestruturação. Os incentivos não podem exceder os 100 mil euros por promotor.

5. SIED
Apoia a presença das PME na economia digital. O investimento mínimo elegível de 15 mil euros e um máximo de 350 mil euros. O incentivo é não reembolsável à taxa de 35%, com majoração de 5% para regiões PRASD, até ao máximo de 100 mil euros.

6. Unidades de Acompanhamento e Coordenação/URBCOM
Apoia a criação de equipas de gestão para assegurar a continuidade dos projectos de modernização das zonas comerciais. Cobre despesas com elaboração da estratégia de intervenção e salários para membros da equipa (um Gestor do Centro Urbano, um quadro técnico e um assistente administrativo). Os incentivos são não reembolsáveis.

Gilda Sousa

Incentivos financeiros reforçados com garantias

O objectivo é melhorar as condições de financiamento das PME junto da banca.

Os incentivos reembolsáveis vão ser complementados com garantias ou capital de risco. A novidade, aplicável ao SIME, consiste em juntar ao clássico incentivo reembolsável, com prémio de realização, uma garantia para parte do crédito que a empresa tem de contratar junto da banca para financiar o projecto.

Uma solução que "atendeu à degradação do balanço das empresas", segundo o secretário de Estado Castro Guerra. Perante o agravamento da conjuntura económica, "as empresa podem não ter capacidade creditícia, ou tendo, podem ter de suportar condições caríssimas devido ao risco", explica Jaime Andrez, o presidente do IAPMEI. O objectivo é fazer com que a empresa "só responda pelos capitais próprios. Com a garantia mútua, diminui-se o risco e facilita-se o acesso ao crédito, reduzindo também o custo", acrescenta o responsável pelo IAPMEI, entidade que participa como accionista no sistema de garantia mútua e em sociedades de capital de risco.

O recurso às sociedades de garantia mútua era já uma possibilidade para as empresas, mas agora, explica o gestor do PRIME, o processo está facilitado, já que basta apresentar uma candidatura. "Antes, as empresas tinham de abrir uma outra candidatura, sujeitar-se na outro escrutínio", explica Nelson de Souza.

A oferta deste pacote integrado de incentivos vem numa altura em que a banca começa a apertar a concessão de crédito a PME, na sequência da aplicação do acordo de Basileia II, sublinha Jaime Andrez. Também por isso, o responsável admite a intenção de avançar com uma nova operação de titularização de créditos sobre PME detidos pela banca.

Esta nova operação de titularização completará uma primeira, realizada no início do ano, com o BPI, envolvendo cerca de 500 milhões de euros em créditos. Segundo Jaime Andrez, o modelo base será o mesmo, mas o objectivo é focalizar a operação nos "créditos qualificados", ou seja os associados a projectos de investimento apoiados no âmbito do PRIME. Outra das novidades é envolver vários bancos. "A operação do BPI foi muito aberta", afirmam os responsáveis.

Além do mérito imediato, as alterações introduzidas têm um outro objectivo. Entende, Nelson de Souza que é preciso "treinar as empresas para a utilização deste mecanismo - garantias, capital de risco - não como complementar, mas se calhar, no futuro, como principal". "As empresas têm de ser educadas a ir ao mercado", acrescenta o presidente do IAPMEI.

Observações que têm já em conta a eventual redução de fundos comunitários.
"A garantia consome poucos recursos", explica Castro Guerra, referindo-se em concreto à Região de Lisboa e Vale do Tejo, "no limite quando estos fundos acabarem restam os instrumentos de crédito".


Gilda Sousa